Startup: o que é e quais os tipos?

O termo startup surgiu nos EUA e chegou por aqui nos anos 90. Hoje, existem modelos de startup que são avaliadas em bilhões de dólares, inclusive brasileiras.

startup-o-que-e-quais-tipos

O termo startup surgiu nos EUA há algum tempo, mas se popularizou no Brasil a partir da bolha das empresas ponto-com, entre os anos de 1996 e 2001.

“Startup” sempre foi sinônimo de iniciar uma empresa e colocá-la em funcionamento e apesar de não ter uma tradução oficial para a língua portuguesa pode ser entendido como uma “empresa emergente”.

Naquela época, significava um grupo de pessoas trabalhando com uma ideia diferente e inovadora que, aparentemente, poderia gerar lucro.

Há quem diga que qualquer pequena empresa em seu período inicial pode ser considerada uma startup.

Outros defendem que uma startup é uma empresa inovadora com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores.

Bom, a verdade é que na década de 90, com o advento das novas empresas de tecnologia e da informação e a especulação econômica em cima deste novo mercado, o termo que inicialmente se referia ao grupo de pessoas trabalhando em ideias de negócios diferentes e com alto potencial de crescimento é conceituado hoje por especialistas e investidores como um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócio inovador, repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza e com soluções a serem desenvolvidas.

Vamos definir melhor esse conceito?

  • Ser inovador refere-se ao desenvolvimento de um produto, serviço ou modelo de negócio completamente novo ou ainda pouco explorado. Justamente por ter esse caráter inovador, muitas vezes o projeto ou a ideia se baseia em recursos digitais e é por conta deste aspecto que as pessoas acreditam que startups são apenas empresas de base tecnológica relacionadas à internet, o que não é verdade. As startups são mais frequentes na internet porque é bem mais barato criar uma empresa de software do que uma de agronegócio ou biotecnologia, por exemplo.
  • Ser repetível significa ser capaz de entregar o mesmo produto mais de uma vez em escala potencialmente ilimitada, sem muitas customizações ou adaptações para cada cliente, ou seja, é possível replicar e reproduzir a experiência do produto ou serviço de forma simples e eficaz atendendo às necessidades de consumo do público-alvo.
  • Ser escalável é a chave de uma startup: significa crescer cada vez mais sem que isso influencie no modelo de negócios, podendo atingir rapidamente um grande número de consumidores a custos baixos, tornando a margem mais alta – crescer em receita, mas com custos crescendo bem mais lentamente. Isso faz com que a margem seja cada vez maior, acumulando lucros e gerando cada vez mais riqueza.
  • Um cenário de incerteza significa que não há como afirmar se aquela ideia ou projeto de empresa irá realmente dar certo porque, por ser uma ideia inovadora e disruptiva, não há em que se basear para atingir o sucesso e não é possível verificar se a ideia é bem aceita previamente pelo mercado e pelo público-alvo. É realmente apostar na ideia!
  • O modelo de negócios é como a startup gera valor – ou seja, como transforma seu trabalho em dinheiro. Por exemplo, um dos modelos de negócios do Google é cobrar por cada click nos anúncios mostrados nos resultados de busca – e esse modelo também é usado pelo Buscapé.com. Um outro exemplo seria o modelo de negócio de franquias: você paga royalties por uma marca, mas tem acesso a uma receita de sucesso com suporte do franqueador – e por isso aumenta suas chances de gerar lucro.
startup-o-que-e-quais-os-tipos

Tipos de startup

Startup significa investimento porque sem capital de risco é muito difícil persistir na busca pelo modelo de negócios enquanto não existe receita, afinal, é bom lembrar que começar uma startup envolve um cenário de incertezas, como dissemos acima, ou seja, é preciso investir até que o modelo seja encontrado.

E antes que se encontre o modelo que dê certo, que se invista para a startup se tornar uma empresa sustentável até que se torne escalável e altamente lucrativa, é preciso entender quais as classificações e as formas de startups que o mercado tem hoje.

São elas:

Small-Business Startups

Empreendedores iniciantes, com pouca experiência e visão administrativa limitada. Que comandam e controlam a própria empresa e não tem muito interesse em expandir o negócio e apenas movimentam a economia local.

Scalable startups

Empreendedores que encontram um modelo de negócio com grande potencial de crescimento e que necessitam de investimento para crescer. Ou seja, já funcionam, mas precisam de capital de risco para expandir. Os mesmos visam, inclusive, desenvolver o seu negócio para abrir capital na bolsa ou ser comprado por investidores no futuro.

Lifestyle startups:

Empreendedores que são movidos por um sonho e trabalham com uma ideia que amam. Tais empreendedores geram renda, mas sem deixar de fazer o que gostam já que não visam apenas dinheiro.

Buyable startups:

Empreendedores com uma grande ideia e que precisam, então, de capital de risco para concretizá-la e instrumentalizar um modelo de negócio.

Social startup:

Pessoas que têm a ideia de fazer a diferença no mundo, ajudar outras pessoas e gerar resultados positivos para a sociedade, com ou sem fins lucrativos, ou mesmo uma mistura de ambos.

Large-company startups:

Grandes empresas que já estão no mercado e precisam inovar seu modelo de negócio e se reinventar constantemente para sobreviverem, se adaptarem e crescerem nos novos contextos do mercado que está sempre se alterando. Inclusive, a pandemia de Covid-19 fez com que muitas empresas precisassem se reinventar e inovar seu modelo de negócio para continuar sobrevivendo.

>> Bônus << 

Uma conceituação mais recente ainda inclui outra classificação, a de startups unicórnios, ou seja, aquelas que foram avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. Empresas como 99Nubank e QuintoAndar são alguns exemplos de brasileiras consideradas unicórnio.

Principais tipos de modelo de negócio

startup-o-que-e-quais-os-tipos

B2B ou Business to Business:

Startups que atendem necessidades de outras empresas, não de um consumidor final diretamente.

B2C ou Business to Consumer:

Startups que atendem as necessidades de um consumidor final.

B2B2C OU Business to Business to Consumer:

Startups que fazem negócios com outras empresas visando atender a necessidade de um consumidor final.

Qual o melhor mercado para uma startup?

Existem alguns nichos de mercado nos quais as startups tendem a dar certo.

  • FinTech (ramo financeiro),
  • HealthTech (ramo da saúde e medicina),
  • EdTech (ramo da educação) e,
  • LawTech (ramo do direito).

Mas como estamos falamos de startup, ou seja, de ideias e projetos inovadores e disruptivos, não dá para se ater somente a nichos de mercado, uma vez que, uma ideia só pode dar errado se ela sair do papel, não é?

Você com certeza conhece alguma empresa ou marca grande hoje que começou e surgiu como uma startup lá atrás, com pouco dinheiro, muito risco e diante de contextos incertos, quer ver?

Xiaomi, Uber, Aribnb, Palantir e Snapchat estão entre as empresas mais valiosas do mundo hoje, e todas começaram como startups, ou ainda são na verdade, pois não deixam de ser inovadoras ainda hoje.

Aqui no Coworking Linhares inovação, empreendedorismo e economia criativa já fazem parte do nosso dia a dia e como empreendedores, sabemos a importância de estarmos cada vez mais conectados e atualizados para conseguimos acompanhar a velocidade dos novos modelos de negócio e atendermos nossos clientes de maneira eficaz.

E nada melhor do que um ambiente bem estruturado, inovador e com muito networking para tornar aquele seu projeto ou aquela sua ideia em realidade, não é?

Vem tomar um café com a gente!